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Resenha: Histórias de Ninar Para Garotas Rebeldes

18/09/2017

Autoras: Elena Favilli e Francesca Cavallo | Páginas: 220 | Editora: V&R
Quem acompanha o blog sabe que já fazia algum tempo que o livro Histórias de Ninar para Garotas Rebeldes estava na minha wishlist. Grazadeus consegui comprar e hoje vim fazer resenha dele :)
Histórias de Ninar Para Garotas Rebeldes contém 100 biografias de mulheres que foram importantes para a história do feminismo, que mudaram a nossa vida mesmo que a gente não saiba, num formato de conto de fadas, que podem (e devem) ser lidos para crianças. E de quebra tem ilustrações lindas! Vai, diz aí, é ou não é incrível?


A primeira coisa que logo chama a atenção de quem pega esse livro é a edição. Capa dura, folhas grossinhas, marcador de página, fonte grande, cores vibrantes e claro, ilustras sensacionais – cada uma delas feita por uma ilustradora diferente, o que só acrescenta mais beleza à obra. Sério, é de tirar o fôlego!


Assim que comecei a leitura, me vi imersa em várias histórias de mulheres fortes, guerreiras, talentosas, que conquistaram coisas importantes mesmo contra tudo e todos. Chega a ser emocionante perceber como a cultura e a época influenciam na vida de quem é do sexo feminino.
Outro ponto positivo: Histórias de Ninar Para Garotas Rebeldes conta com a história de duas brasileiras, sendo elas Cora Coralina e Maya Gabeira. Achei isso maravilhoso, me senti representada <3

Foi muito legal perceber a diversidade de mulheres incríveis que existiram/existem no mundo, sejam elas imperatrizes, atletas, escritoras ou qualquer outra coisa. Porque as mulheres podem tudo, apesar de tudo. Vale muito a pena deixar esse livro na cabeceira da cama pra ler naqueles momentos em que as coisas parecem estar dando errado. O aumento de autoconfiança é certo, prometo.
A única coisa que deixa a gente um pouco desanimada pra adquirir essa obra-prima é o preço: ele varia entre R$80,90 (Saraiva) e R$58,90 (Amazon e Cultura). Mas calma! Você pode usar o Cupom Válido, um site que fornece cupons de desconto pra diversas lojas. É só buscar a loja, copiar o código e inserir na hora de finalizar a compra. Não precisa de cadastro e é de graça. Funciona de verdade, viu? Eu mesma usei pra comprar esse livro. Sempre utilizo o Cupom Válido pra fazer compras na internet, afinal, sou a rainha da pechincha.


E aí, ficou com vontade de ler Histórias de Ninar Para Garotas Rebeldes? Já conhecia o Cupom Válido?
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            Duane.


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Resenha: No Reino das Girafas (Jacqueline Farid)

23/08/2017


Uma mulher faz uma road trip sozinha pela África, ao mesmo tempo em que se pergunta como irá terminar o relacionamento amoroso que já não se sustenta mais. Essa é a premissa de No Reino das Girafas, livro de Jacqueline Farid, publicado pela editora Jaguatirica.
“Ela se sente engolida por uma força que ainda desconhece, certa de que nada será como antes. A surpresa é maior do que o medo.”
Confesso que logo que o livro chegou, eu bati o olho e fiquei meio receosa. Isso porque No Reino das Girafas é, da primeira a última página, descrição pura. Eu, que fico facilmente entediada com descrições, já fui pensando que tinha feito uma escolha ruim. Acabou que tive uma baita surpresa.
“A experiência, como sempre, desmente as crenças mais vívidas. O que define a escolha é o caminho que se pretende seguir.”
No Reino das Girafas é praticamente um diário de bordo, intercalando entre reflexões e detalhes da cultura e paisagens africanas. Em nenhum momento me senti cansada de todas aquelas informações. Pelo contrário: foi muito interessante (e diria até inovador) conhecer um pouco mais sobre aquele país, que destoa tanto do que a gente está acostumada a ver por aí, pelos olhos de uma mulher numa viagem solo. Em diversos momentos me peguei completamente imersa nas situações vividas pela protagonista, era quase como se eu estivesse vendo um filme se desenrolar na minha mente. A Jacqueline conseguiu fazer descrições e reflexões espetaculares.

“É incrível como quer tantas novas sem perder o passado.”
O jeito como ela fala sobre as pessoas, paisagens e animais da África é muito singelo, amoroso e ao mesmo tempo crítico. Crítica que se estende, aliás, ao comportamento humano em geral. Em diversos momentos a protagonista sem nome toca em feridas cotidianas, como o apego ao passado e a imagem perfeita criada pela internet de maneira ferina, ferrenha, fazendo o leitor pensar sobre o mundo e ele mesmo.
“Será que o verdadeiro aconchego abre mesmo espaço para esta necessidade de satisfação social? [...] Se não há a quem contar, como se gabar?”
Autoconhecimento é algo que se faz muito presente na história. A jornada solitária praticamente obriga aquela mulher a enfrentar seus fantasmas e crescer. Ao longo das 110 páginas, conhecemos seus conflitos pessoais e nos identificamos com eles. E é muito interessante observar como cada obstáculo, cada mudança, faz com que ela evolua, preenchendo mais algumas linhas do seu caderninho vermelho, fiel companheiro de aventuras.

“Abre o caderno de capa vermelha onde a letra borrada pergunta: Cada dia na vida é um dia a mais ou a menos? Está certa que a resposta é crucial para definir como se vive.”
Arrisco dizer que a história toda é um grande emaranhado de ideias sobre a vida, com um final surpreendentemente sarcástico, que mostra a ironia da constante preocupação que temos com o futuro, nossos medos e o que queremos. Se você está procurando um livro curto, que te faz viajar sem sair do lugar, essa é uma boa pedida. Aposto que ele vai te render boas sacadas.
“Ela se torna contemplativa e não há vontade de pedir mais nada, apenas agradecimentos. Lembra que ali é o lugar do mundo onde mais pronunciou, em silencia, a palavra obrigada.”
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          Duane.
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Resenha: Caçadores de Bons Exemplos (Iara e Eduardo Xavier)

02/08/2017


Dia desses eu estava na biblioteca pública da minha cidade e me deparei com um livro chamado Caçadores de Bons Exemplos. Fiquei curiosa e decidi pegar. A curiosidade aumentou quando descobri que os autores são um casal, Iara e Eduardo Xavier, mineiros que venderam tudo que tinham e saíram pelo país numa viagem de 5 anos em busca de projetos sociais bacanas, afim de mostrar que o Brasil é feito de muito mais do que notícias ruins. Sabe o que eles encontraram? Mais de MIL projetos espalhados por todo o Brasil. Nesse livro são relatados alguns deles e outras coisas que o casal aprendeu nessa jornada.
“Dudu e eu decidimos apontar o problema, mas principalmente decidimos fazer parte da solução. Nós amamos nosso país e acreditamos na Ordem e no Progresso das pessoas! E em todos os lugares, em todos os estados, existem pessoas construindo um país melhor! Como é difícil aceitar o tempo de causa um. O processo de entendimento é individual. Aceitar o outro, as ideias do outro, as opiniões do outro. A verdade do outro”
Ao longo das 258 páginas, vamos conhecendo iniciativas lindas e refletindo sobre coisas da vida. Já vou avisando: é cada tapão na cara que a gente leva... mas leva sorrindo, viu?
“Todos nós, alguma vez, cometemos pequenos atos negativos ou ilícitos. Às vezes por não conhecermos a vasta lei brasileira. Outras vezes porque não conseguimos sair de uma bola de neve. Condenamos um grande escândalo de corrupção e cometemos pequenas corrupções diariamente.TODOS nós precisamos nos policiar. Aceitar a condição humana e seus erros é o primeiro passo para seguir um caminho diferente. O que é verdade e o que é mentira? Só podemos ter certeza da verdade no que se refere a nós mesmos. No que se refere ao outro, sempre existirá outra versão”.

A Iara joga algumas verdades que no fundo a gente sabe, mas procura não encarar. Como o fato de muitos de nós nos considerarmos bons exemplos porque jogamos lixo no lixo, trabalhamos e não somos bandidos. Só que acabamos esquecendo que isso era pra ser uma obrigação. Essas coisas são apenas deveres de todo cidadão. É preciso sair um pouco da sua zona de conforto e olhar pro lado, perceber a realidade do outro e tentar ajudar.
“Existem algumas ‘mentirinhas’ que o ser humano conta para si mesmo. Vamos, juntos, pensar sobre algumas delas?‘Eu mesmo pratico o bem, já que não faço mal a ninguém’.Isso é obrigação.‘Eu faço a minha parte, não jogo lixo na rua’.Oi? Isso é apenas ser civilizado.‘Não tenho tempo’.Será? Quanto tempo você pessa em frente à TV assistindo a programas que apenas te deixam triste?‘Não sei o que fazer’.Será que não sabe mesmo? Vá até a internet e procure meios de ajudar. Tantas organizações precisam de voluntários!‘Tenho filhos para cuidar, marido, família.’‘Quando eu ganhar na Mega-Sena.’‘Quando eu me formar...’‘Quando eu...’‘Quando eu...’Até quando inventaremos desculpas para prorrogar a transformação no mundo? Até quando seremos apenas telespectadores? Precisamos ser protagonistas de algumas histórias também.”
A narrativa não é exatamente linear, ela combina histórias de projetos sociais com reflexões e histórias pessoais do casal. É mais ou menos assim: tiro de bom exemplo, sacadas geniais e uma parceria que te faz desejar alguém que venha pra somar.
 “Precisamos pelo menos FAZER AQUILO QUE O AMOR FAZ. Quando amamos alguém, respeitamos seu processo de evolução e tentamos ajudar. Não devemos nos igualar no ódio e sim exercitar o amor, em nossos pensamentos, em nossas atitudes e sobretudo no que desejamos em nosso coração. [...] Podemos ser para o próximo um instrumento de evolução, da mesma forma que ele pode nos ajudar a evoluir.”

O mais legal de tudo é que eles também têm um site e um aplicativo gratuito pra Android e iOS onde você também pode ser um caçador de bons exemplos. É só encontrar uma iniciativa bacanuda na sua cidade e cadastrar no mapa.
“É muito difícil sair de um círculo vicioso. E é por isso que temos que reconhecer os méritos de quem consegue trilhar outra estrada. Além de valorizar quem não entra no caminho ruim, precisamos valorizar aqueles que conseguem sair. Sair da criminalidade, da vaidade, da corrupção, do egoísmo, do excesso. Pode até demorar a consertar tudo que fizemos de errado, mas iniciar a mudança é extremamente necessário. Caso contrário, ficaremos a vida inteira julgando ou rotulando se é bom ou ruim. O que verdadeiramente importa é estarmos no caminho do bem.”
Acho que já deu pra perceber que Caçadores de Bons Exemplos é um livro marcante, né? Quando terminei, fiquei triste, mas ao mesmo tempo feliz por saber que nunca mais seria a mesma pessoa depois daquela leitura. Aposto que vai acontecer a mesma coisa com você.
“E você? Qual a sua causa? Crianças, animais, idosos, jovens, educação, meio ambiente, saúde, comunidades ribeirinhas, dependentes químicos, famílias desestruturadas? Transformar a dor em amor? Não importa qual, mas tenha uma causa. Se casa um agir no plano com que se identifica em busca do bem, conseguiremos viver melhor. Qual a sua motivação para viver? O que você deixará para seus filhos? Bens materiais ou o bem que você fez?”
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          Duane.
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Resenha: Domitila (Paulo Rezutti)

05/07/2017

Créditos da foto
Sou dessas que assistem novela, confesso. Se você também é, provavelmente sabe que a novela das 6, Novo Mundo, é ambientada na época do primeiro império, retratando, entre outras, a vida de três personagens icônicos da nossa história: D. Pedro I, D. Leopoldina e Domitila de Castro, futura Marquesa de Santos.
Como a novela é muito boa (e olha que eu sou bem chata com esse negócio de qualidade de novela), e eu já curtia muito assuntos históricos, resolvi procurar biografias desses personagens e acabei começando pela ~ polêmica ~ Domitila. O livro escolhido foi Domitila – A verdadeira história da Marquesa de Santos, do Paulo Rezutti.
A primeira coisa que precisa ser dita sobre esse livro é que ele é extremamente cativante. O autor cria uma narrativa muito fluída, é quase como se você estivesse lendo um romance histórico, só que mais legal, porque tudo aquilo aconteceu mesmo. Além disso, a linguagem é bem acessível, o que torna a leitura rápida e saborosa.
Diferente de várias outras biografias da Domitila, que falam somente do seu relacionamento com D.Pedro, essa aborda toda a sua vida, desde seu nascimento até sua morte, assim como detalhes da sua personalidade e influência na cultura brasileira. E isso é muito bacana! Sério, a gente vai lendo e pensando “caramba, como essa mulher era incrível”.
Outro fato interessante sobre o livro é que ele não fala só sobre a marquesa. Pra explicar determinadas situações, ele acaba contando mais sobre as pessoas com quem ela convivia (D. Pedro, D. Leopoldina, a sociedade, sua família...) e o próprio desenvolvimento das cidades Rio de Janeiro e São Paulo.
Eu sei que muita gente pensa “mas a Domitila era amante! Ela era a errada nessa história!”. Será? Paulo Rezutti nos mostra coisas sobre ela que vão muito mais longe do que ideias preconcebidas e mitos. Mitos esses que são desmascarados (são vários, acredite em mim) pelo autor de forma espetacular ao longo das 368 páginas.
Domitila – a verdadeira história da marquesa de Santos, revela uma mulher que conquistou o que queria sem ter sangue azul, superou um relacionamento abusivo, e, principalmente, quebrou muitos tabus e continua chocando a sociedade até hoje. Não importa se você considera algumas coisas da vida dela imorais. Quem somos nós pra julgar? Pra falar a verdade, Titília nem ligaria pra nossa opinião. Ela era esperta e sabia que, no fim das contas, a opinião que importava era só a dela. Talvez por isso ela marcou história e sempre será lembrada.

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             Duane.
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Resenha: A Estratégia do Oceano Azul

21/06/2017

Editora: Campus/Elsevier | Páginas: 241
Pedido de leitora é uma ordem! E como a Dani e a Thami pediram que eu fizesse a resenha do livro A Estratégia do Oceano Azul, cá estou eu pra contar o que achei.
A Estratégia do Oceano Azul é praticamente um clássico da Administração. Lançado em 2005, vai contra muito do que a gente aprende na faculdade. Basicamente, ele gira em torno da ideia de concorrência e como ela é furada (vai ver a Anitta se inspirou nisso ao falar pro Bial que competição é coisa de gente burra). O oceano vermelho é o que a gente está acostumada a ver: concorrência desenfreada e tals. Já o oceano azul é um mundo novo que qualquer um pode conquistar, onde a inovação impera e as outras empresas acabam ficando inofensivas.


Dividido em 3 partes e 9 capítulos, o livro tem uma linguagem bem acessível e prática. Enrolação passa longe d’A Estratégia do Oceano Azul. Tudo é muito bem explicado, mas sem ficar maçante.
Mesmo sem ser difícil nem pesada, é bem provável que essa leitura demore um pouquinho para ser feita. Isso acontece porque é MUITA informação incrível, dá vontade de anotar tudo e revisar ponto por ponto. Sim, A Estratégia do Oceano Azul é interessante nesse nível. Eu estou na fase de reler o que considerei mais importante e definir como vou aplicar na minha vida (e no Claramente Insana, claro).


A edição que eu li já está meio antiguinha, a capa nem é mais essa. Mas olha, confesso que fiquei com um certo apego dessa edição porque está sensacional. Não encontrei nenhum erro (sou bem chata com essas coisas), as páginas são amareladas e a lombada é molinha (odeio quando o livro é duro, faz com que a gente sinta dó de prossegui a leitura – ninguém merece!).
Seja você do ramo de Administração ou não, com certeza vale muito a pena dar uma conferida, já que o conhecimento adquirido por essa leitura é maravilhoso e com certeza vai mudar pelo menos 1% da sua vida.

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            Duane.
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Resenha: Outros Jeitos de Usar a Boca (Rupi Kaur)

24/05/2017

Créditos da foto: Starving
Faz tempo que o blog está sem resenhas de livros, né? Desculpa, não foi intencional. O lance é que eu foquei em ler um livro acadêmico e isso acabou super me atrasando na listinha de leitura. Mas consegui terminar (yay!) e em seguida li Outros Jeitos de Usar a Boca, da Rupi Kaur.
“você me diz para ficar quieta porque minhas opiniões me deixam menos bonita mas não fui feita com um incêndio na barriga para que pudessem me apagar não fui feita com leveza na língua para que fosse fácil de engolir fui feita pesada metade lâmina metade seda difícil de esquecer e não tão fácil de entender”
Eu sempre via por aí várias frases de impacto com autoria dela, mas não sabia que era de um livro até que a Jout Jout fez um vídeo sobre isso. Aí eu tive uma vontade doida de ler porque cara, é cada tiro que não tem como não ficar mexida.
“quero pedir desculpa a todas as mulheres que descrevi como bonitas antes de dizer inteligentes ou corajosas fico triste por ter falado como se algo tão simples como aquilo que nasceu com você fosse seu maior orgulho quando seu espírito já despedaçou montanhas de agora em diante vou dizer coisas como você é forte ou você é incrível não porque eu não te ache bonita mas porque você é muito mais do que isso”
Outros Jeitos de Usar a Boca (Milk and Honey, no original) é um livro de poesia feminista, com x páginas, e aqui no Brasil foi lançado pela Editora Planeta. Inicialmente foi lançado de maneira independente (ou seja, ela pagou pra conseguir publicar) mas acabou bombando pelo mundo inteiro.
“não quero ter você para preencher minhas partes vazias quero ser plena sozinha quero ser tão completa que poderia iluminar a cidade e só aí quero ter você porque nós dois juntos botamos fogo em tudo”
Dividido em quatro partes (a dor, o amor, a ruptura, a cura), Outros Jeitos de Usar a Boca combina poemas fortes com ilustrações singelas. Cada palavra mostra a verdade e a realidade dos sentimentos e situações vivenciados pela mulher. É tudo muito sincero, quase bruto, como se a autora não aguentasse mais segurar aquilo e tivesse parado o que estava fazendo pra colocar no papel aquelas coisas (o fato d’ela não usar nenhuma regra de pontuação – não existe vírgula nesse livro – só reforça isso).
“da próxima vez que ele comentar que os pelos das suas pernas cresceram de novo lembre esse garoto que o seu corpo não é a casa dele ele é um hóspede avise que ele nunca deve passar por cima das boas-vindas de novo”
Cada poema trata de assuntos muito recorrentes no dia-a-dia, desde depilação até relacionamentos abusivos. E tudo se encaixa tão bem que chega a assustar. Você mal conseguiu digerir o que acabou de ler e BAM! Leva mais um tiro. 
“ele só sussurra eu te amo quando desliza a mão para abrir o botão da sua calça é aí que você tem que entender a diferença entre querer e precisar você pode querer esse menino mas você com toda a certeza não precisa dele”
Outros Jeitos de Usar a Boca é um daqueles livros difíceis de explicar porque é tão incrível. Tudo que posso dizer é: leia. Leia, por favor, eu te imploro. Como disse a Jout Jout “você leva uns tapas na cara, mas leva sorrindo”.
“deve ser doloroso saber que eu sou sua mais bonita mágoa”
E aí, já tinha ouvido falar desse livro? Ficou com vontade de ler? Lê e depois me conta o que achou!
“acima de tudo ame como se fosse a única coisa que você sabe fazer no fim do dia isso tudo não significa nada esta página onde você está seu diploma seu emprego o dinheiro nada importa exceto o amor e a conexão entre as pessoas quem você amou e com que profundidade você amou como você tocou as pessoas à sua volta e quanto você se doou a elas”
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Beijos,

            Duane.
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3 livros pra mudar sua vida

12/04/2017


Se tem uma coisa que eu passei a amar nos últimos tempos é autoajuda. Eu tinha um preconceito muito grande com esse tipo de literatura, mas as coisas mudaram e hoje eu vim te indicar 3 livros que ajudaram bastante no meu desenvolvimento pessoal. Quem sabe eles não mudam a sua vida também? :)

A idade decisiva (Meg Jay)

Créditos da foto: Michelle Avanci
Quando estava perto de entrar na casa dos 20 anos, esse livro apareceu na minha frente e eu li sem maiores expectativas. Nossa, levei uns bons tapas na cara. Mas levei sorrindo! A autora é PhD em psicologia, especializada em atender jovens adultos. Em A Idade Decisiva ela dá várias dicas pra você melhorar sua educação, aumentar seu conhecimento, conseguir boas experiências de trabalho, desenvolver relacionamentos amorosos... Cara, é simplesmente sensacional (e muito esclarecedor). Acho que todo mundo devia ler, de verdade. Porque na maioria das vezes a gente fica confuso nessa fase, sem saber o que fazer. O tempo vai passando e cresce aquele sentimento de “nossa, o que é que eu estou fazendo da minha vida?”. Ao ler esse livro, é como se acendessem uma luz na nossa mente. Se você está na casa dos 20, ou até mesmo no começo dos 30, recomendo DEMAIS.

A mágica da arrumação (Marie Kondo)

Créditos da foto: Niina Secrets
O método KonMari mudou minha vida, e eu não estou exagerando ou sendo dramática quando digo isso. É a mais pura verdade! Desde pequena fui uma pessoa que acumula coisas e deixa tudo desorganizado. Revirar a casa em busca de uma coisa que eu não fazia ideia de onde havia deixado era comum. Chegou uma hora que isso me irritou, sabe? Fora que eu guardava muitos objetos do passado, e nem eram objetos que me davam alegria. O que eu mais queria era ter só o que me deixava feliz. E agora isso é realidade. Meu, o tamanho da alegria que isso causa é coisa de doido. Pode ser que o que ela ensina seja meio “radical”, principalmente se você for uma pessoa acumuladora, mas depois de aplicar o KonMari, não tem como sua vida não ficar mais legal. Pra saber mais sobre o livro, corre lá na resenha que eu fiz dele ;)

A Magia (Rhonda Byrne)


Posso dizer com certeza que A Magia foi o pontapé inicial para que eu me tornasse uma pessoa melhor e estivesse sempre em busca de mais aprendizados. Esse livro ensina, de forma extremamente fácil e didática, como aplicar a gratidão na sua vida. E quando eu digo didático, quero dizer interativo e divertido. Ao longo de 27 dias, você faz exercícios que reprogramam seus pensamentos pra gratidão. Sério, um dos melhores livros ever (considero mil vezes melhor que The Secret).

E você tem alguma indicação de livro de autoajuda pra mim? Conta aí nos comentários, vou adorar saber <3
Beijos,

          Duane.
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Resenha #GirlBoss (Sophia Amoruso)

05/04/2017

Créditos da foto: Georgia Papadon
Em fevereiro eu fiz um post com a minha listinha de livros mais desejados pra 2017. Um deles era o #GirlBoss, que eu acabei adquirindo em ebook, mas está valendo mesmo assim, né? Então vamos à resenha o/
Sophia era uma garota problema. Ela sobrevivia vendendo livros roubados na internet (!), não fez faculdade e não tinha um tostão no bolso. Quase ninguém em sã consciência diria que em 7 anos ela se tornaria fundadora, CEO e diretora criativa da Nasty Gal, uma loja de roupas femininas mega descolada, que hoje em dia é referência de estilo para várias pessoas ao redor do mundo. Em #GirlBoss, Sophia conta como esse “milagre” aconteceu, desde o surgimento da Nasty Gal até o momento em que ela fechou acordos com patrocinadores.
“Qualquer pessoa que quisesse fazer uma aposta certa, nos negócios ou na vida, jamais teria apostado dinheiro em mim. Mas isso não me dissuadiu de apostar em mim mesma. No fim, eu derrotei as probabilidades. Agora, sempre que me deparo com situações improváveis, lembro a mim mesma que se eu realmente quiser alguma coisa com gana forte o suficiente, me sentirei determinada a fazer acontecer.”
Esse é o tal do livro que quase todas as blogueiras já leram por motivos de a) Girl Power b) Empreendedorismo e c) Moda. Por isso eu sempre via muita gente falando bem dele. Acabei ficando curiosa e olha... não me decepcionei.
“Confie no seu estilo como você confia no seu carro usado. Isso significa usar o que você gosta e o que te faz sentir bem. E significa se vestir para você mesma — não para o seu namorado, não para os seus amigos, não para os seus pais. Aqui está uma coisa que a indústria da moda não dirá: A autoconfiança é mais atraente do que qualquer coisa que você possa pôr no seu corpo.”
Girl Boss é narrado em primeira pessoa e tem uma linguagem extremamente leve. É quase como se você estivesse conversando com uma amiga experiente e divertida. Cada página é um aprendizado. Várias seções são dedicadas a conselhos muito úteis, como “mancadas que podem condená-la ao desemprego” (o capítulo 8 – Sobre contratar, permanecer empregada e demitir – foi um dos meus favoritos). Cada fim de capítulo contém um texto de alguma outra #GirlBoss. São mulheres bem-sucedidas em diversas áreas que dizem coisas valiosas para quem também quer se dar bem na vida.
“Se você vai à uma entrevista de emprego, deve estar sempre preparada para dar respostas inteligentes a perguntas inteligentes, mas também respostas inteligentes a perguntas idiotas, e não custa praticar. Alguém provavelmente vai perguntar: ‘O que você gosta de fazer no tempo livre?’ e, mesmo que os seus hobbies incluam assistir a reprises de Friends, você deve preparar uma resposta mais apropriada.”
Útil, aliás, é a palavra que parece definir esse livro. Mas não é um útil chato de ler, aquele útil que você lê só porque sabe que vai precisar daquele conhecimento. Não, #GirlBoss é um livro escrito por uma mulher, voltado para mulheres, que busca desenvolver nelas uma grande força interior e, por consequência, atitudes vencedoras (as ilustrações e fotos são um bônus incrível).

Créditos da foto: Ela é carioca
Apenas em alguns momentos ter fiquei meio entediada (e ao mesmo tempo chocada): quando a Sophia conta coisas bizarras que fez antes do sucesso. Mas é legal ver que ela deixa bem claro que se arrepende de muitas atitudes (como os furtos), ao mesmo tempo em que tem consciência de que se não tivesse vivido aquilo, não seria a pessoa que é hoje e provavelmente não teria aberto a Nasty Gal.
“Ser pega roubando foi a gota d’água que fez transbordar tudo. Juntei as minhas tralhas e voltei para São Francisco, determinada a fazer algo legítimo e brilhante.”
Ah, antes que eu me esqueça: sim, o livro fala de moda, mas a Sophia, desde o começo, deixa claro que #GirlBoss não é um livro sobre como se vestir e ser descolada. É sobre desenvolvimento pessoal e como ser a melhor versão de si mesma (não é maravilhoso?).
“A minha definição do que é cool pode ser rara. Não tem a ver com ser popular nem com acordar com um LP girando no prato da vitrola como num filme de adolescentes dos anos 1980. Ser maldosa não faz de você uma pessoa cool, ser rica não é ser cool e ter as roupas certas, embora possa ajudar, não vai fazer de você uma pessoa cool . É cool ser gentil. É cool ser única. É cool ser honesta e segura consigo mesma.”
Procurei ler de forma mais lenta pra conseguir aproveitar mais e mesmo assim tenho certeza de que vou me pegar relendo várias partes novamente. Sabe por quê? Porque cara, é quase como se #GirlBoss fosse um guia sagrado! É tanta coisa legal que ler uma vez só é quase um pecado. Definitivamente vou comprar a versão física pra ter aqui em casa.
“Não importa quais sejam os seus sonhos, se você escutar só aqueles que estão à sua volta, as chances de seus sonhos se tornarem realidade são muito pequenas. O mundo adora lhe dizer como as coisas são difíceis e o mundo não está exagerando. E isso é um saco mesmo. Mas, aqui vai a real: Você não pode ter tudo, e nada vem fácil. Você vai fazer sacrifícios e abrir mão de certas coisas, vai se decepcionar e decepcionar outras pessoas, falhar e começar de novo, fazer algumas sofrerem e esbravejar com outras, e aprender a retomar e continuar quando alguém fizer você sofrer. Mas difícil não significa impossível, e das trocentas coisas do universo que você não pode controlar, o que você pode controlar é com que insistência vai tentar e se, ou quando, vai encerrar a questão.”
PS: Ao fazer pesquisas pra elaborar essa resenha, descobri que a Nasty Gal faliu ano passado. Pois é, também fiquei chocada! Vale lembrar, porém, que o livro da Sophia continua sendo válido mesmo assim. Falir uma empresa antes dos 30 e vendê-la por 20 milhões realmente não é pra qualquer uma. AH! E toda essa história vai virar série do Netflix, com estreia marcada pro dia 21 de abril. Você pode conferir o trailer legendado aqui.

E aí, já leu? Ficou com vontade de ler?
Beijos,

           Duane.
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Resenha: (Des) nu (do) - Thássio G. Ferreira

22/03/2017


Você lê poesia? Não? Eu te entendo. Também era desse time. Achava que toda poesia era meio sem sentido, um tanto quanto melada demais... não sei. Só sei que considerava que esse tipo de texto não era para mim. Mas aí veio a Oasys Cultural para me provar que sim, poesia é para mim, para você, para todo mundo. Porque o mundo é feito de poesia. E o livro (Des) nu (do), de Thássio G. Ferreira, só comprova isso.
Dividido em três partes (O Poeta, A Poesia e O Tempo e o Silêncio), (Des) nu (do), em suas 84 páginas, fala sobre a vida em geral. Durante a leitura, cada poesia era uma surpresa. Às vezes eu ficava triste, outras vezes ria. Na maioria das vezes, refletia. Esse é um livro que te faz pensar, sem ser pesado. Li em meia hora e minha cópia ficou toda marcada nas partes que mais gostei (não foram poucas, viu?).


A edição da Ibis Libris ficou bem bonita. As folhas são amareladas, com detalhes singelos em cada cantinho, o que me deixou encantada.
A linguagem de Thássio é simples e cativante, do tipo que faz o leitor se identificar com suas dores, alegrias e contemplações. Cada parte da obra se inicia com uma citação de outro (a) autor (a), como Manuel Bandeira e Clarice Lispector, o que te faz ter uma ideia de qual vai ser o tom das poesias que estão por vir.


(Des) nu (do) justifica seu título. Em palavras nuas e cruas, cada página nos faz sentir coisas que escondemos de nós mesmos. É uma viagem não apenas para dentro do universo de Thássio, mas também do universo pessoal de quem lê. Depois que você começa, não tem mais volta. Não dá para ser a mesma pessoa depois desse livro. Você muda. Para melhor. Esse é o poder da poesia.

Beijos,

           Duane.
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Resenha: O teorema Katherine (John Green)

08/03/2017

 Editora: Intrínseca| Número de páginas: 304 | (Essa maravilhosa etiqueta na capa é porque peguei o livro na biblioteca) 
John Green. Ah, John Green. Tenho sentimentos mistos pelos seus livros. Não gostei do desfecho de A Culpa é das Estrelas (ficou revoltada(o)? expliquei isso nesse post aqui), gostei medianamente de Quem é você, Alasca?, amei Cidades de Papel e decidi dar uma chance para O Teorema Katherine, que narra em terceira pessoa a história de Colin, ex-garoto prodígio que acabou de levar um pé na bunda da décima nona namorada. Detalhe: todas as ex tinham o mesmo nome - Katherine. É aí que ele aceita o convite de seu melhor amigo, Hassan¹, e parte numa road trip que lhe dá a ideia de desenvolver uma fórmula matemática que determine quanto tempo qualquer relacionamento irá durar, quem será o terminante (quem termina) e quem será o terminado (quem é chutado).


Como todos os livros do John Green, O Teorema Katherine tem como personagens principais um trio menino-melhor amigo engraçado-menina. No caso, são Colin, Hassan e... não vou contar quem é pra não dar spoiler. O Colin é um cara genial, mas está arrasado por causa do término com a Katherine XIX e tem um sentimento de fracasso por estar no fim da adolescência e não ter conquistado nenhum grande feito. Hassan é muçulmano², não tem pretensão nenhuma na vida além de ficar em casa assistindo TV (apesar de ser bem inteligente) e diz umas coisas incríveis.
“ – O que você está fazendo? – Colin dobrou os braços em cima da mesa e baixou a cabeça.- Bom, enquanto você estava no banheiro, eu me sentei nesta mesa de piquenique aqui no Cu do Mundo, Kentucky, e reparei que alguém tinha entalhado DEUS ODEIA GUEI, o que, além de ser um pesadelo ortográfico, é absolutamente ridículo. Então estou mudando isso para ‘Deus odeia baguetes’. É muito difícil discordar disso. Todo mundo odeia baguetes.- J’aime les baguettes – murmurou Colin.- Você aime muitas porcarias.”
Logo no primeiro dia de leitura já fiquei presa na trama, que além de divertida, é super envolvente. O tom do livro é bem leve, com uma linguagem de fácil compreensão e umas sacadas ótimas. O que eu mais gostei em O Teorema Katherine foram essas sacadas, aliás. No decorrer da história, os personagens vão aprendendo coisas importantes, e quem lê acaba aprendendo também. Outra coisa interessante é que o livro todo tem notas de rodapé³ que deixam tudo mais interessante.
Adorei o fato de que esse enredo com um tema bem clichê conseguiu fugir do óbvio. Eu, que nem gosto tanto assim de matemática, achei todas as explicações maravilhosas, e cada coisa que acontecia era uma novidade. Só consegui prever uma desfecho, o resto tive que devorar as páginas pra descobrir.


A edição da Intrínseca ficou linda. Eles mantiveram o design da capa original, bem bonitinha e minimalista, e as páginas são amareladas, do jeito que a maioria das pessoas gosta.
Sinceramente? Tô apaixonada! O John Green finalmente conseguiu me conquistar. O Teorema Katherine deixou um gosto de quero mais (e aquele sentimento bom de ter lido algo que valeu a pena ser escrito).

Beijos,
            Duane.

¹ Meu personagem favorito, aliás.
² Detalhe ótimo: quando ele se apresenta, faz questão de dizer “não sou terrorista”.
³ Não resisti e tive que fazer uma resenha com notas de rodapé também.
logoblog

Resenha: Surpreendente! (Maurício Gomyde)

22/02/2017


Num dos meus passeios pelo site da Saraiva (quem nunca?), encontrei um livro que já vi em vários blogs por R$4,90. Era o “Surpreendente! ” do Maurício Gomyde. Como eu estava com um vale-presente que ganhei de aniversário da minha amiga Andressa (obrigada, amiga ♥), não tive dúvidas: peguei na hora.
“Surpreendente!” conta a história de Pedro, um cara que quase perdeu 100% da visão na infância por causa de uma doença rara. Como que por um milagre (ou seria por causa do seu amuleto, um olho turco dado pela avó?), ele conseguiu escapar: a degeneração parou nos 70% - por isso ele dá muito valor na visão e no poder de identificar as cores, além de ter se tornado cineasta e procurar difundir os filmes clássicos e a positividade entre as pessoas. Seu maior objetivo é ganhar o Cacau de Ouro, um prêmio muito respeitado do cinema nacional, com seu novo filme. O problema é que ele ainda não escreveu o roteiro e nem sabe sobre o que ele vai ser. Nesse meio tempo, Pedro conhece Cristal, uma garota ruiva de personalidade forte, e acaba descobrindo algo sobre si mesmo que deseja esconder de todos, mas o impulsiona a fazer uma road trip com os amigos em busca de respostas.


Comecei a leitura sem grandes expectativas e como os capítulos são bem curtos (ponto positivo), avancei por várias páginas, mas logo me frustrei. Parecia que o negócio não desenrolava, sabe? Depois entendi que esse começo meio moroso era necessário, já que assim ficamos sabendo de todo o universo da vida de Pedro: sua família, seu trabalho, seus amigos, seus sonhos, seu passado. Todas essas informações são importantes para a compreensão do que vem a seguir. E meus amigos, o que vem a seguir é babadeiro!
O livro pega no tranco mesmo lá pela página 102. Aí é que a coisa pega fogo. É ação pura e eu gostei muito da forma como o enredo foi se abrindo (apesar de ficar com um pouco de birra do Pedro em alguns momentos). Tem muitos diálogos e a forma como o narrador descreve certas cenas faz com que a gente veja tudo que está acontecendo como se fosse um filme (falando em filme, amei todas as referências e fiquei com vontade de assistir mais obras clássicas do cinema!).


A edição está uma lindeza que só. A capa é maravilhosa, as folhas são amareladas e as partes estão divididas por folhas azuis com citações incríveis.
Quando cheguei à última linha da última página, finalmente percebi que Surpreendente é um livro ótimo. Ele emociona, cativa e te faz repensar certas coisas da vida - o combo perfeito que forma uma obra surpreendente.

E aí, já leram? Ficaram com vontade de ler?
Beijos,

           Duane.
logoblog

Resenha: As Vantagens de Ser Otimista (Allan Percy)

15/02/2017


Já dizia a propaganda da Lacta: são tempos difíceis para a alegria. Parece que todo mundo só sabe reclamar e falar da crise. Quer um exemplo? Outro dia, aqui no blog, eu fiz um post sobre as coisas que faço no dia-a-dia. Tinha um monte de coisa legal pra ser dita, mas uma menina que comentou escolheu dizer “arrumar emprego tá difícil, né? :/”. Isso mostra o quão pessimista a maioria da galera está.
Vocês já sabem que desde o ano passado eu estou buscando uma vida mais leve, mais alegre e mais good vibes. Então, quando encontrei o livro “As Vantagens de Ser Otimista”, fiquei curiosa e decidi dar uma chance.
As Vantagens de Ser Otimista é bem curtinho e estruturado de uma forma diferentona. É quase como se o Allan Percy tivesse compilado um monte de coisa que faz bem e colocado num livro só. Alguns capítulos são estruturados em tópicos, outros contém apenas histórias inspiradoras ou frases de motivação. Achei isso bem legal porque não cansa e torna a leitura bem fluída.
Em pequenos parágrafos, o autor apresenta soluções simples e muito práticas pra lidar melhor com os problemas da vida. A linguagem é em estilo de conversa, parece que estamos recebendo conselhos valiosos de alguém que sabe o que está dizendo.
Uma coisa muito legal que aprendi com essa leitura foi que ser otimista não significa ser bobo, muito menos iludido. Pessoas otimistas são aquelas que preferem procurar soluções ao invés de reclamar, pensar antes de agir e acreditar no potencial (tanto delas mesmas quanto de quem está ao seu lado).
“Existem dois tipos de pessoas: as que passam a vida sofrendo com os problemas e as que se esforçam para encontrar soluções. De que lado você está?”
Se você está cansado de tanto mimimi, se quer ser mais feliz e viver melhor, super recomendo As Vantagens de Ser Otimista. É um ótimo primeiro passo pra encarar a realidade de uma maneira mais positiva.

E aí, se interessaram pela leitura?
Beijos,

           Duane.
logoblog

Resenha: Dois Irmãos (Milton Hatoum)

08/02/2017


Olá, pessoas!
Já faz algum tempo que eu venho colocando mais livros clássicos na minha lista de leitura. Sei que muita gente tenta fazer isso também, mas não consegue, já que, na maioria das vezes, a motivação vem do fator “preciso ler isso pra passar no vestibular” ou “pra pagar de cult”. Minha dica é: leia o que lhe atrai. Foi tendo esse pensamento em mente que comecei a ler Dois Irmãos, de Milton Hatoum (sim, foi por causa da adaptação feita pela Globo).
Dois Irmãos conta a história de Omar e Yacub, gêmeos idênticos que de igual só têm as feições. Um é fanfarrão, não gosta de trabalho e vive aprontando. Outro é quieto, estudioso e possui ambição. Obviamente as diferenças geram atrito.
Tudo é narrado por um habitante da casa, que de início a gente não sabe quem é. Além disso, não só a história dos irmãos é contada. O pai, Halim, a mãe, Zana, a empregada, Domingas e a irmã, Rânia, também têm um espaço em Dois Irmãos - coisa que eu gostei muito, porque assim absolutamente todos os personagens centrais foram bem trabalhados e a conexão criada com eles foi maior.
O cenário é Manaus no início do século XX, outra coisa que eu curti bastante, já que me fez sair do já óbvio eixo Rio-São Paulo dos livros brasileiros, e de Londres/Nova York, dos best-sellers internacionais.
O livro começa no fim, com uma citação de Drummond, o que me fez ficar apaixonada logo de cara. Confesso que não sou muito fã de histórias com muitas descrições e drama, mas essa me fisgou por conta da ótima narração.
Ai, posso falar? Pra mim, o narrador roubou a cena. Gostei bem mais dele do que de Omar e Yacub (ok, o Halim também conquistou um espacinho generoso no meu coração), e foi incrível desvendar cada mistério que o envolvia (quem ele é? Quem é seu pai? Qual foi seu destino? Sexta-feira, no Globo Repórter).
Algumas coisas em Dois Irmãos podem chocar, mas acho que era esse mesmo o objetivo do autor. O exagero em algumas ações está sempre presente, e elas nos fazem pensar em como o ser humano é um bicho complexo.
Já deu pra perceber que Dois Irmãos me agradou bastante, né? Recomendo sem nem precisar pensar duas vezes.

Sobre a minissérie da Globo


Olha, não posso falar muito, já que não assisti tudo, mas a crítica especializada, em geral, disse que a versão televisiva pecou pelo excesso. Pelo pouco que vi, percebi que sim, eles deram um jeito de deixar a coisa mais melodramática mesmo, com bastante choro, sexo e gritaria. Além disso, o esquema de cores utilizado foi, ao meu ver, parecido com o da novela Velho Chico (com um contraste bem forte e filtro amarelado). A história até que foi bem fiel ao livro, e, apesar dos excessos e algumas modificações, eu gostei do pouco que vi por conta da trama ser envolvente. Pelo que pesquisei, a série está disponível no Globo Play, um serviço no estilo Netflix, só que com coisas da Globo, que custa tantos por mês (eu estou bem curiosa pra testar e contar por aqui como é).

E aí, vocês leriam Dois Irmãos? Assistiram a minissérie?
Beijos,
           Duane.
logoblog
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