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O que é body positive

08/09/2017

Créditos da foto: All Woman Project
Já faz algum tempo que conheci o movimento body positive e senti vontade de compartilhar por aqui, explicar o que é. Mas acontece que eu me sentia insegura pelos seguintes motivos:
1. Não saber tudo o que deveria e acabar informando algo errado.
2. Explicar de um jeito que ficasse estranho e no fim das contas mais confundir do que esclarecer.
Então, gostaria de deixar bem claro antes de começar que não sou dona da verdade e com certeza ainda há muito a ser dito, mas vou tentar mostrar o Body Positive de um jeito simples e bacanudo pra todo mundo viver mais feliz.
Basicamente, o Body Positive é um movimento que afirma que todos os corpos são bons. Sim, você entendeu direito, TODOS OS CORPOS SÃO BONS. Corpos de todos os tamanhos, formas, cores, idades, etc. Ser uma pessoa body positive é se amar do jeito que é, sabendo que gorda não é xingamento (nem sinônimo de doença), que chamar alguém de graveto não é bacana e que mesmo com celulite você continua muito bem, obrigada.
Créditos da ilustra: @tylerfeder
O Body Positive foi fundado por Connie Sobczak e Elizabeth Scott em 1996. Elas perceberam o quanto a falta de representatividade na mídia e a pressão diária pelo corpo “ideal” podem ser fatais na vida das pessoas e decidiram mudar esse cenário. Lá no site oficial da organização dá pra acessar a definição oficial do movimento, que é a seguinte:
“O Body Positive ensina as pessoas a se reconectar com sua sabedoria corporal inata para que elas possam ter um autocuidado mais equilibrado e alegre, além de um relacionamento com todo o seu ser guiado pelo amor, perdão e humor”.
Ou seja: ame seu corpinho do jeito que é, se cuide por você e não pelo outros, e acima de tudo, deixe de lado essa sensação de culpa e ria de si mesma. Maravilhoso, né?


É claro que falar é fácil, fazer é o difícil. Mas gostar da proposta do Body Positive já é um começo, e abre espaço para que o primeiro passo para o caminho do amor-próprio seja dado.
Recadinho muito importante: como todos os corpos são bacanas, não vale colocar o outro pra baixo pra se promover ou tentar animar outra pessoa. Quer um exemplo que escuto direto? “Para de se achar feia, queria ver se você fosse que nem a fulana”. Não entendo como não percebem o quanto uma afirmação desse tipo é errada.


Também vale ressaltar que o body positive não é opressor. É muito comum ver por aí dois opostos: pessoas magras, ratas de academia, e pessoas gordas, que refutam o padrão de beleza imposto pela sociedade. Não ache que somente mulheres (e homens também!) com IMC “ideal” ou gordas empoderadas fazem parte dessa ideia. Body Positive é sobre se amar acima de tudo, o que consequentemente te faz amar as outras pessoas e construir uma sociedade melhor.

Como já disse no início do post, não sou nenhuma especialista em Body Positive, então acredito que vai ser interessante buscar quem manja do assunto pra que você tenha mais informações sobre (super indico esse vídeo do Alexandrismos).

E você, já conhecia o Body Positive? O que acha desse movimento?
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          Duane.
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Comprei uma flor para mim mesma

12/06/2017

Minha florzínea linda <3
Todo dia dos namorados era a mesma coisa. O sentimento de fracasso era onipresente. Tudo e todos pareciam apontar que a falta de alguém ao meu lado era um problema. Quem me dera saber já naquela época que 1) isso é mentira e 2) esses pensamentos não eram naturais, mas sim colocados na minha cabeça por uma ideia disseminada há muito, muito tempo: a bendita ideia de que somos uma panela e precisamos de tampa. Mas é como já dizia a sábia Maira Medeiros: “somos seres humanos, não somos potes de Tupperware, que sem tampa ficam inúteis”.
Durante meu ensino médio inteiro (e um pouco da faculdade também), esperei que um garoto caído dos céus me desse um buquê de rosas (podia ser uma rosa só, ou uma florzinha, mas eu queria uma flor, de todo modo). Morria de inveja daquelas meninas que passavam vergonha quando recebiam uma entrega de presente do namorado. Me sentia feia, burra, incompleta e impotente. Acima de tudo, me sentia inferior.
Demorou um bom tempo pra que eu começasse a me amar. Foi aos poucos, aceitando o formato do meu nariz, me conhecendo melhor e, finalmente, gostando do meu corpo e da minha personalidade como um todo.
Autoconhecimento e amor-próprio são processos individuais. Ninguém nunca me contou que é sozinha que se encontra o caminho da felicidade. Podem tentar te convencer do contrário, mas juro, estou te dizendo a mais pura verdade.
Se hoje eu pudesse gritar alguma coisa que atingisse o coração de todas as pessoas solteiras do mundo, seria isso: você não tem culpa de nada. Não tem por que se sentir culpada, aliás! Você tem mais é que se descobrir. Descobrir as dobras do próprio sorriso, detalhes ocultos da sua essência, memórias do passado que construíram quem você é e o que você pensa, sonhar com coisas a serem construídas no futuro pela sua força de vontade. Você pode! Você é capaz! Você é maravilhosa e merecedora de coisas boas. Porque você é uma coisa boa. Você é melhor do que pensa.
Neste ano, fiz algo diferente: comprei uma flor pra mim mesma. Ela foi símbolo do meu amor-próprio. Também comprei presentes pra me entregar no dia dos namorados. Porque se tem uma lição que aprendi nessa vida de solteira é nunca entregar nas mãos dos outros desejos que são só meus. Se eu quero algo, vou lá e faço. E que continue sempre sendo assim!

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          Duane.


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Resenha: Hot Girls Wanted, Turned On

07/06/2017


Depois que assisti Las Chicas del Cable, a Netflix não parava de me recomendar Hot Girls Wanted, Turned On. Enrolei pra ver do que se tratava, confesso, mas quando fiz isso não me arrependi.
Hot Girls Wanted, Turned On é uma série documental composta de 6 episódios, que têm em média 50 minutos. Cada episódio mostra histórias diferentes, mas todos eles abordam o mesmo tema: o impacto da tecnologia na vida e nos relacionamentos das pessoas da nossa geração.
O episódio I fala da indústria pornográfica e de como algumas mulheres estão tentando mudar a realidade dela produzindo conteúdo de qualidade (geralmente pornô e qualidade são palavras que andam beeeem distantes uma da outra, não é mesmo?), voltado para o público feminino. É um episódio que te faz repensar muita coisa e admirar pessoas que você não esperava admirar (a Erika Lust é FODA).

Não tem como não gostar da Erika!
O segundo fala sobre o Tinder e de como a internet “coisifica” as pessoas. Acho que esse foi o episódio que mais botou o dedo na minha ferida, sabe? Foi impossível não me identificar com a mulher dessa imagem. 


Além disso, as produtoras escolheram muito bem o protagonista, já que a maioria dos caras hoje em dia tem o mesmo pensamento que ele.


O episódio III fala sobre as cam girls (se você já assistiu algum filme de comédia americano atual com certeza sabe que cam girls são aquelas mulheres que fazem strip na frente de uma webcam) e da realidade das garotas que estrelam filmes e vídeos pornográficos. Deu dó, viu? Deu pena. É um episódio bem tapa na cara mesmo (na verdade a série toda é, vamos combinar, mas esse em especial nos mostra uma realidade muito crua e impactante), e fala de um tema bem polêmico (de novo: na verdade tudo é polêmico nessa série, mas o jeito como eles abordam é muito envolvente), o feminismo e empoderamento feminino nas mulheres dessa indústria. Será que é empoderamento mesmo? Ou elas se iludem com isso pra conseguir viver minimamente em paz? Essas respostas você vai ter que buscar por conta.

Você vai ficar com pena da Bonnie e querer ajudar ela, mesmo sabendo que não tem jeito - depois não diga que não avisei!
O quarto fala novamente sobre o pornô, mas dessa vez pelo olhar masculino, trazendo discussões muito necessárias sobre determinados fetiches e como eles envolvem coisas como o racismo.


O episódio V foca nos relacionamentos virtuais e como eles podem se desenrolar na vida offline. É o episódio mais triste e foi o segundo que mais tocou na minha ferida.

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O episódio final fala sobre exposição na internet e suas consequências – que podem ser bem mais sérias do que a gente pensa (bem mais sérias MESMO).


Sério, como não amar uma série documental que aborda temas tão relevantes?
Na minha opinião, o grande diferencial de Hot Girls Wanted, Turned On é focar nos sentimentos das pessoas. As filmagens mostram cenas do cotidiano, coisas que parecem ser normais, rotineiras, e depois aquelas mesmas pessoas têm que parar pra refletir sobre como aquilo reflete no emocional delas, nos seus pensamentos, nas suas ações e na sociedade. Resumindo: a série quebra o gelo no qual muita gente é colocada (inclusive eu e você), o gelo da tecnologia, que coloca uma tela como barreira entre seres humanos. E barreiras mudam tudo.


Sei que é meio irônico falar dos impactos sociais exercidos pela tecnologia, sendo que esse conteúdo é digital e eu trabalho com mídia social. Mas é importante refletir sobre isso e não simplesmente seguir a boiada. E o mais legal dessa série é que ela contém temas importantes sem ser aquela coisa chata, de nível acadêmico. Pelo contrário: parece até que a gente está assistindo um episódio de Keeping Up With The Kardashians, só que com pessoas reais (não que as Kardashians não sejam reais, mas tipo, a vida que elas levam é só um sonho pra maioria da população mundial – eu me incluo nessa) e conteúdo relevante. Ou seja: é o melhor dos dois mundos! Vale muito a pena assistir.


E aí, ficou com vontade de ver?
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          Duane.
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Resenha: Outros Jeitos de Usar a Boca (Rupi Kaur)

24/05/2017

Créditos da foto: Starving
Faz tempo que o blog está sem resenhas de livros, né? Desculpa, não foi intencional. O lance é que eu foquei em ler um livro acadêmico e isso acabou super me atrasando na listinha de leitura. Mas consegui terminar (yay!) e em seguida li Outros Jeitos de Usar a Boca, da Rupi Kaur.
“você me diz para ficar quieta porque minhas opiniões me deixam menos bonita mas não fui feita com um incêndio na barriga para que pudessem me apagar não fui feita com leveza na língua para que fosse fácil de engolir fui feita pesada metade lâmina metade seda difícil de esquecer e não tão fácil de entender”
Eu sempre via por aí várias frases de impacto com autoria dela, mas não sabia que era de um livro até que a Jout Jout fez um vídeo sobre isso. Aí eu tive uma vontade doida de ler porque cara, é cada tiro que não tem como não ficar mexida.
“quero pedir desculpa a todas as mulheres que descrevi como bonitas antes de dizer inteligentes ou corajosas fico triste por ter falado como se algo tão simples como aquilo que nasceu com você fosse seu maior orgulho quando seu espírito já despedaçou montanhas de agora em diante vou dizer coisas como você é forte ou você é incrível não porque eu não te ache bonita mas porque você é muito mais do que isso”
Outros Jeitos de Usar a Boca (Milk and Honey, no original) é um livro de poesia feminista, com x páginas, e aqui no Brasil foi lançado pela Editora Planeta. Inicialmente foi lançado de maneira independente (ou seja, ela pagou pra conseguir publicar) mas acabou bombando pelo mundo inteiro.
“não quero ter você para preencher minhas partes vazias quero ser plena sozinha quero ser tão completa que poderia iluminar a cidade e só aí quero ter você porque nós dois juntos botamos fogo em tudo”
Dividido em quatro partes (a dor, o amor, a ruptura, a cura), Outros Jeitos de Usar a Boca combina poemas fortes com ilustrações singelas. Cada palavra mostra a verdade e a realidade dos sentimentos e situações vivenciados pela mulher. É tudo muito sincero, quase bruto, como se a autora não aguentasse mais segurar aquilo e tivesse parado o que estava fazendo pra colocar no papel aquelas coisas (o fato d’ela não usar nenhuma regra de pontuação – não existe vírgula nesse livro – só reforça isso).
“da próxima vez que ele comentar que os pelos das suas pernas cresceram de novo lembre esse garoto que o seu corpo não é a casa dele ele é um hóspede avise que ele nunca deve passar por cima das boas-vindas de novo”
Cada poema trata de assuntos muito recorrentes no dia-a-dia, desde depilação até relacionamentos abusivos. E tudo se encaixa tão bem que chega a assustar. Você mal conseguiu digerir o que acabou de ler e BAM! Leva mais um tiro. 
“ele só sussurra eu te amo quando desliza a mão para abrir o botão da sua calça é aí que você tem que entender a diferença entre querer e precisar você pode querer esse menino mas você com toda a certeza não precisa dele”
Outros Jeitos de Usar a Boca é um daqueles livros difíceis de explicar porque é tão incrível. Tudo que posso dizer é: leia. Leia, por favor, eu te imploro. Como disse a Jout Jout “você leva uns tapas na cara, mas leva sorrindo”.
“deve ser doloroso saber que eu sou sua mais bonita mágoa”
E aí, já tinha ouvido falar desse livro? Ficou com vontade de ler? Lê e depois me conta o que achou!
“acima de tudo ame como se fosse a única coisa que você sabe fazer no fim do dia isso tudo não significa nada esta página onde você está seu diploma seu emprego o dinheiro nada importa exceto o amor e a conexão entre as pessoas quem você amou e com que profundidade você amou como você tocou as pessoas à sua volta e quanto você se doou a elas”
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Beijos,

            Duane.
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O que eu achei de Las Chicas del Cable

17/05/2017


Você já assistiu Las Chicas del Cable? Se não assistiu, deveria. Ela é uma série original da Netflix, a primeira da Espanha, com oito capítulos de duração média de 50 minutos. A história se passa em 1928 e gira em torno de quatro mulheres que trabalham como telefonistas: Alba/Lidia (que também narra a série), Marga, Ángeles e Carlota. Cada uma delas tem uma personalidade e histórias diferentes, mas todas têm uma coisa em comum: a luta por uma vida melhor (lembre-se de que era 1928 e as mulheres praticamente não tinham direitos).


Las Chicas del Cable é uma série de época e feminista. Tem combinação melhor? Se tem, desconheço. As personagens são extremamente cativantes e você se vê torcendo por elas. O mais legal é que uma difere muito da outra. Alba/Lidia é uma mulher forte, que aprendeu a colocar a razão antes da emoção, mesmo que isso resulte em sofrimento e picaretagem. Marga é inocente e medrosa (e é incrível ver seu desenvolvimento). Ángeles é uma mulher guerreira, mãe, dona de casa e trabalhadora. Carlota é uma militante dos direitos femininos numa época em que nem sequer existia o termo feminismo, e sofre com pais superprotetores. Juntas, elas formam um grupo em que aos poucos a sororidade ganha força e muda suas vidas.


Confesso: a série é meio novelão. Sabe como é, drama com momentos de tensão e também de risos (por isso algumas pessoas podem achar que, de início, Las Chicas del Cable não prende tanto – eu discordo, mas entendo). Mas acho que outra fórmula não teria funcionado, sabe? Porquê dessa forma, ela consegue retratar um tempo antigo e ao mesmo tempo ser moderna.


Modernidade aliás, a gente vê na trilha sonora. Eles colocaram música tecno pop pra tocar nas festinhas dos anos 1920. Achei que foi uma jogada arriscada, um negócio meio amo/odeio. Particularmente, achei estranho, mas segui em frente. Pra falar a verdade, a música que mais me pegou de jeito foi a da abertura, chamada Salt (quem canta é a B. Miles).


Fiquei apaixonada pelos cenários, figurinos e interpretações impecáveis. Sabe quando você não consegue imaginar aquela pessoa fora daquela realidade? Isso aconteceu comigo. Quando fui pesquisar pra fazer esse post, fiquei chocada ao ver fotos dos atores na vida real. Só por essa reação já dá pra perceber como eles conseguiram fazer com que o telespectador mergulhasse de cabeça nos dramas da história (até bateu uma vontadinha de cortar o cabelo e vestir aqueles vestidos de paetê).


Las Chicas del Cable é uma série que fica na cabeça. Ela te faz refletir sobre a vida, segundas chances, amizade, amor e feminismo. Te faz avaliar quais são suas prioridades, assim como as chicas são obrigadas a fazer. Também fiquei muito grata por viver no século XXI. Apesar dos pesares, a realidade hoje é bem melhor do que a de antigamente. E por isso eu agradeço às mulheres fortes que começaram a longa jornada de quebrar padrões sociais preestabelecidos. 
Sério, corre lá na Netflix assistir Las Chicas del Cable. Logo, logo você vai ficar tão ansiosa quanto eu pela segunda parte/temporada.


Informação extra: os caras são muito gatos. Empoderamento feminino E colírios. Isso sim é série. Obrigada, de nada.


Beijos,

            Duane.
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Gatinhas, gatões e piadinhas incômodas

10/05/2017


Meu diretor favorito da vida é o John Hughes. Sério, o cara fez Curtindo a vida adoidado, Bethoven e Esqueceram de Mim. Como não amar? Por isso sempre tive muita vontade de assistir um filme bem clássico dele: Gatinhas e Gatões. Como está disponível no Netflix, não perdi tempo e corri ver.


Gatinhas e Gatões se passa no dia do aniversário de 16 anos da Samantha Baker (será que ela é parente da Hannah, de 13 Reasons Why?), mas todo mundo se esquece de lhe dar os parabéns. Pra piorar, ela gosta de Jake, o cara mais popular e bonito da escola, que aparentemente não dá a mínima pra ela e ainda namora a garota mais maravilhosa do colégio.


Ok, acho que já deu pra perceber que esse filme é bem clichê. Protagonista adolescente bobinha, paixão pelo garoto popular e drama exagerado que vira comédia, todo mundo já viu isso. Mas sabe por quê todo mundo já viu isso? Porque esse foi o filme que fez com que essa fórmula viralizasse nos cinemas. Pois é.

Créditos da imagem: Overdose de amor (um tumblr muito fofo com prints de filmes e séries)
Acho que passei uns 40 minutos rindo. Sério, não estou brincando. É tudo tão cômico que não tem como não rir. Mas, infelizmente, muitas piadinhas são escrotas e de um ponto em diante comecei a ficar incomodada. 

Se uma garota faz essa cara, ela não está gostando - BELIEVE ME
O Farmer Ted é hilário, porém muito, muito chato – ele não conhece o significado de assédio. O chinês é um clássico personagem estereotipado. E o Jake? Achei ele nada a ver demais pra ser o boy magia da história. Não me convenceu. Comecei a achar ele ainda mais duvidoso depois de uma cena em que ele diz poder “violar a namorada bêbada de 10 maneiras diferentes” e o Farmer Ted responde “ué, então porque não vai logo fazer isso?”. Tipo, OI? E depois fica pior: ele coloca a namorada bêbada no carro e diz pro Farmer Ted “divirta-se”. De novo: OI?


Mas é claro: era outra época. Fiquei abismada e bem revoltada com todas essas coisas, só que a gente tem que entender o contexto. As pessoas realmente achavam essas merdas engraçadas antigamente, já que o absurdo disso não era discutido. O importante é assistir consciente, sabendo que muita coisa mostrada lá é escrota. Aliás, todo conteúdo deve ser consumido de maneira consciente – essa é a chave pra tudo. Em geral, esse é um filme bem engraçado por conta dos dramas adolescentes (impossível não se identificar), então vale a pena dar o play (fora a cena da conversa da Sam com o pai - MELHOR CENA). Assiste e depois me conta se concorda comigo ou acha que estou exagerando no lance das piadinhas incômodas.

Créditos: Overdose de amor
Beijos,
          Duane.
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Não tenha medo do brilho

16/01/2017


Olá, pessoas!
Desde pequena, aprendi que pessoas que se destacam estão agindo de forma errada, porque elas perderam sua honestidade, sua humildade e estão ofuscando as outras. Mas eu queria me destacar! Qual o problema disso? Eu te digo: nenhum. Mas, pra muita gente, brilhar continua sendo motivo de culpa, continua sendo uma coisa considerada ruim.
Muitas pessoas passam a vida sem saber qual é o seu dom, ponto forte, qualidade principal, enfim, dê o nome que quiser. E quer saber? Isso é muito triste. Porque essa pessoa vai estar privando o mundo de algo incrível. Pior ainda: ela vai estar se privando de si mesma. Vai viver sempre com um vazio e, consequentemente, descontar essa agonia em quem não tem medo de brilhar.
Sempre vai ter alguém pra te dizer que se você conseguiu algo, aquilo não é mérito seu. Sempre vai ter alguém pra te falar que se você se gabar dos seus talentos, vai arrumar muitos inimigos. Sempre vai ter alguém pra te fazer sentir vergonha por ser muito boa em algo. Mas miga, hoje eu quero te dizer o seguinte: não tenha medo de brilhar. Brilhe, brilhe de verdade, brilhe muito.
Brilhar não é sinônimo de desonestidade. Conseguir as coisas respeitando seus valores é extremamente difícil, porém possível, e muito recompensador. Só porque você brilha, não quer dizer que você não é humilde: você pode e deve reconhecer a importância de outras pessoas, sentir e demonstrar gratidão por quem corre do seu lado. E se você liberta seu brilho, ele só vai ofuscar quem quiser ser ofuscado.
Para pra pensar: vale a pena se trancar dentro de um casulo, esconder suas qualidades, apenas pra tentar satisfazer pessoas tóxicas que não gostam de si mesmas e não admitem isso? Vale a pena se diminuir pra aumentar o ego de quem precisa humilhar os outros pra se sentir melhor em relação a si mesmo? Não. Não vale. Você vale muito mais do que isso.
Você é boa em alguma coisa. Disso eu tenho certeza. Valorize isso. Alimente isso. Vá atrás do seu autoconhecimento. É uma longa jornada, que vai perdurar por toda a sua vida, mas acredite em mim: vale a pena apostar em você.
Beijos,

            Duane.
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Ela se acha

09/01/2017


Olá, pessoas!
Já comentei por aqui que muita gente tem birra da minha cara por pensar que eu me acho. Começou há muito tempo, por motivos de timidez. Eu ficava no meu canto lendo e sorria quando me elogiavam. Isso já era razão pra ser taxada de “metida”. Viviam dizendo “aquela menina se acha”, sendo que naquela época eu me achava sim. Me achava um monte de lixo ambulante. Triste, porém, era assim que eu me sentia, por isso sorria toda vez que alguém me elogiava. Parecia ser uma luz no fim do túnel (com o tempo, aprendi que não tem nada de errado em aceitar elogios - só devemos tomar cuidado com gente falsa e com a galera que tenta se aproveitar da nossa boa vontade).
Comecei a observar e percebi que, em geral, todo mundo diz que é importante ter amor-próprio, mas é considerado feio quando alguém tem consciência de suas qualidades, pontos fortes e feitos mais consideráveis. É “feio” porque aí a pessoa não é mais humilde. É nesse momento que surgem os cochichos dizendo “ela se acha”.
Meu querido, ela não se acha. Ela já se achou. Ela sabe muito bem quem é, o que faz, o que pode e onde quer chegar. Se você não sabe, por que fica bravo? Por inveja?
Hoje em dia, quando as pessoas dizem que eu me acho, elas estão corretas. Se com “ela se acha” querem dizer que reconheço minhas qualidades e faço uso delas, então essa expressão realmente se aplica a mim.
É muito importante ressaltar também que existe uma diferença enorme entre se achar e não ser humilde. Sim, muita gente se acha e não é humilde, infelizmente. Mas nem todo mundo é assim. Eu por exemplo, me acho muito inteligente, mas isso não significa que eu me acho mais inteligente que todo mundo, nem que diminuo outras pessoas. Apenas reconheço um ponto forte meu. Além disso, quando uma pessoa se acha, isso não implica em perda da generosidade. Eu continuo tendo compaixão pelos outros, e, acima de tudo, continuo reconhecendo e exaltando os pontos fortes de outras pessoas, pra que elas também possam se achar. E o objetivo desse texto é exatamente esse: fazer com que você também se ache. Porque você pode e deve se achar!
Esse vídeo da Luiza Junqueira resume tudo que eu falei até agora:


E você, se acha ou odeia quem se acha?
Beijos,
           Duane.


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Mulher pode falar mal de mulher?

06/01/2017


Olá pessoas!
Um dos conceitos mais legais que a gente ouve por aí é o do empoderamento feminino vindo das próprias mulheres, a sororidade. Uma apoia a outra e assim seguimos em frente, crescendo juntas.
Mas aí descobri uma treta no meio disso tudo: a fofoca sobre outras mulheres. Tem gente que diz que, se você é feminista de verdade, não pode não gostar ou falar mal de outras mulheres. Eu discordo. Eis o porquê: o feminismo luta pela igualdade entre os sexos. Portanto, é meio irônico falar mal de homens e não falar mal de mulheres. Não estou dizendo pra você sair falando mal de todo mundo, calma. A diferença reside em um simples fato: você está falando mal de uma pessoa ou de um grupo específico?
Se for de uma pessoa, tudo bem. É normal não gostar de certos serumaninhos. É normal não bater o santo com o da coleguinha. É normal querer desabafar sobre isso com alguém. Faz bem, alivia. Só tome cuidado: isso deve ser algo esporádico. Ficar falando mal de alguém toda hora significa que você tem sérios problemas de auto aceitação (e recalque).
Agora, falar mal de um grupo específico, não pode. Nunca devemos generalizar. A gente não sabe e não conhece quem está no meio dessa história.
Fica a dica da tia Duane: de uma forma ou de outra, sempre pense bem antes de detonar alguém. Pense nos sentimentos dela, coloque-se no lugar da outra. Tente conhecer melhor a pessoa, ver se seus conceitos estavam errados. Mas se ela for mesmo uma falsiane, se ela realmente não entende que ser uma vaca não leva a nada, você tem todo direito de não gostar dela. Você não é obrigada a amar todo mundo. Ninguém é.
Beijos,

           Duane.
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Thelma & Louise

09/07/2016

Ficha técnica do filme aqui
Olá pessoas!
Há alguns meses assisti pela primeira vez o clássico Thelma & Louise. É um filme de 1991, que conta a história de duas amigas que saíram para um passeio, mas acabaram se metendo em uma confusão e se transformando em foragidas da polícia.



Por mais incrível que pareça, eu NUNCA havia sequer ouvido falar desse filme. Portanto, assisti sem maiores expectativas, e MELDELS! Dizer que fiquei surpresa é pouco.



Pra começar, elas não teriam se metido em tamanha roubada se não fossem mulheres. Elas fogem porque não acreditariam em suas palavras, porque não seriam levadas a sério, somente por serem do sexo feminino.



Uma coisa muito legal do filme é ver o laço que há entre as duas protagonistas. A amizade delas é verdadeira, e com isso você entende de verdade aquele conceito de “empodere a mulher ao seu lado e você estará empoderando a si própria”.



Conseguimos ver também que isso de “sabedoria e mudança vem somente ao passar dos anos” é mentira. Há momentos chave em nossas vidas que mudam tudo. Claro que adquirimos sabedoria ao longo do tempo, mas acredito que coisas marcantes ocorridas em apenas um dia podem mudar tudo para sempre. E isso é muito bem representado em Thelma & Louise. Detalhe: foi muito interessante ver essa evolução por meio das roupas que elas usam. Ao longo da trama, elas vão ficando mais confiantes, e o estilo delas representa isso super bem.


longas cenas apaixonantes de road trip pelos Estados Unidos. Os cenários são lindos, e a trilha sonora também. Bate uma vontade básica de largar tudo e se jogar no mundo, sabe?


Thelma & Louise é, acima de tudo, um filme feminista. A cena a seguir é a minha favorita ever e descreve bem essa pegada girl power. Eu sei que todas as mulheres que já foram assediadas gostariam de fazer o que Thelma e Louise fizeram com essa cara.


PS: O filme está disponível na Netflix e você também pode baixar aqui (site maravilhoso - e o mais importante, livre de vírus).
PPS: Temos altas cenas sensuais do Brad Pitt sem camisa. Obrigada, de nada.


Beijos,
           Duane.
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