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♥ Carta à melhor amiga ♥

22/10/2016


Olá pessoa!
A gente anda se vendo pouco, não é mesmo? Nunca pensei que um dia ia ser assim. No ensino médio, achava que ia continuar daquele jeito. Que nós íamos continuar conversando por sms o dia inteiro, que aos 20 anos estaríamos cursando a faculdade dos sonhos e eu teria fugido de casa. E o que aconteceu? Parece que desaprendemos a conversar pela internet, e eu acabei cursando Administração (que você falava, eu me lembro bem, que era uma faculdade difícil demais e com salário baixo, e eu abominava porque tem matemática, matéria dos infernos) e você, Direito (mesmo tendo passado por uma fase muito louca de psicologia/moda – que eu ainda acho a sua cara – e cogitar a possibilidade de vender miçanga na praia). E eu descobri que pra morar sozinha preciso de dinheiro, que o mundo é cruel com as mulheres e que me importo com os sentimentos da minha mãe o suficiente pra ficar e aceitar certas coisas absurdas.
Li esses dias que a conexão feita por Whatsapp, Messenger, e coisas do tipo, é superficial. Que quando as pessoas se comunicam por chat, não há conexão real, nem o tal do efeito espelho, que é quando a gente sorri e contagia o outro, coisa e tal. Acho que é exatamente por isso que a gente não consegue conversar direito online. Porque a gente sabe o que é ter uma conexão de verdade, porque a gente sabe que nossas conversas online são bem blasé. Isso me deixa meio bolada, sabe? Porque eu sei que nós duas estamos mudando, e que por conta da correria da vida, calendários, horários e caralhos a quatro diferentes, não conseguimos acompanhar essas mudanças. Não conseguimos mais influenciar uma a outra como antes.
Não sinto saudades da escola. Dou graças a Deus por ser uma jovem adulta. Mas sinto muita, muita falta MESMO, de te ver todo dia e ter aquela inocência de achar que sabíamos tudo sem saber de nada. Nunca que, naquela época, a gente ia pensar que você ia gostar de usar saia e shorts, e que eu ia ser blogueira. O que será que o futuro reserva pra nós? Não sei. Mas sei que quero que você esteja nele.
Amiga, não sou mais aquela magrela de 14 anos que você conheceu em 2011. Quer dizer, continuo magrela, mas o interior mudou um pouquinho. Não sou mais tão estressada (pode perguntar pras leitoras do blog – eu até sou adepta do Mindfulness!), gosto um pouquinho de matemática (desde que eu tenha uma calculadora científica por perto), não sou mais a doida do Bieber (justo agora que o bendito virou cool, vê se pode?!), gosto de mim mesma e dou mais valor pra minha independência do que pra relacionamentos amorosos. Por que estou falando de mim mesma? Porque sou meio egocêntrica, foi mal. E porque gostaria de ressaltar que muito de mim veio de você.
Por sua causa eu comecei a ser uma pessoa mais do bem. A falar “por favor” e “obrigada” pros atendentes. A não sentir dó, porque a gente tem que pensar no que ia sentir se outras pessoas sentissem dó da gente. Aprendi que é feio apontar pras coisas e que ficar em silêncio é muito sábio.
A gente praticou a sororidade sem nem ao menos saber o que raios era isso (eu, pelo menos, não sabia). Crescemos juntas. Nos ajudamos. Uma construiu a autoestima da outra. Por isso e tudo mais, eu te amo, criatura, de verdade.
Como é que você anda, hem? O foda é que você continua com essa merda de responder só “tô bem” quando faço essa pergunta. Puta merda, quando é que você vai começar a vomitar até os mais ínfimos detalhes da sua vida sem eu ter que fazer um verdadeiro interrogatório? (acho que ambas sabemos que essa resposta é nunca – certas coisas não mudam mesmo).
Sinto ciúmes das suas outras amigas, pois é. Com elas você vai a barzinhos, baladas e tira fotos estilo Tumblr pra postar no Instagram. Fico insegura pra caralho. Não esquece de mim, por favor. Sei que não dá pra fazer compras comigo porque eu sou mão de vaca e você gosta de gastar, que não vou pra balada, que nosso gosto musical e cinematográfico é diferente, que sou crica e tenho altas chances de ser a amiga encalhada, que leio os livros antes de você terminar e me engrandeço sem querer por certas coisas, mas fica aqui, comigo, porque eu tenho medo de te perder. Fica, vai ter bolo! (feito por você mesma, 2bjo).
Fica, porque você é minha melhor amiga. Fica, porque eu meio que aprendi a fazer as pessoas rirem. Fica, porque eu sou muito grata pela sua existência. Fica, porque se cu é que, será que que que é cu? Fica, porque andei de moto e bateu um ventinho. Fica, porque eu ainda quero saber se você quer forrar o bucho ou encher a pança. Fica, porque eu chorei escrevendo tudo isso. Fica, porque eu até consigo imaginar a minha vida sem você, mas quer saber? Sem você a vida é meio que uma bosta. Fica, porque sim.
Beijos,
           Duane.
logoblog

Carta ao quase ex-namorado

30/05/2016


Olá pessoa. Como vai? 
Estranho falar com você assim, medindo palavras, por meio de uma carta que nem sei se vai ler, afinal, nunca vou enviá-la.
Criar laços é complicado. Você coloca um pedacinho de si no coração da outra pessoa, e ela faz o mesmo com você. Mas e quando esse laço arrebenta sem nenhum que nenhum dos dois tivesse pedido por isso? O que acontece quando você acaba algo que nem começou direito, com alguém que você gosta, alguém que gosta de você também? Caso você não saiba, eu digo: o vazio. O vazio acontece.
O sentimento por si só não é suficiente. A certeza tem que estar presente. Nem que seja 1%, mas ela tem que estar lá.
Temos que sentir, no fundo da alma, que aquilo é certo. E isso não aconteceu comigo, nem com você, admita.
Engraçado que, mesmo sem certeza de nada, tentamos. E por isso não me arrependo do que fiz. Faria tudo novamente, do mesmo jeito. Tinha que ser assim.


Eu te levaria para ver DVD’s comigo, mesmo você não gostando, e você de novo ficaria implorando para me beijar e parar de ver livros, mesmo eu não querendo. E, olhando pra trás, percebo que fiz certo ao não te beijar. Eu estaria te enganando, dando esperanças, dando a entender que queria algo que na verdade não queria.
Quer saber de outra coisa engraçada? Eu queria querer. E me mortifico por não ter vontade de passar o resto da minha vida com uma pessoa maravilhosa que nem você.
Espero que você tenha uma vida linda, com alguém que queira de verdade estar com você e te encher de beijos todos os dias. Infelizmente, essa pessoa não sou eu.
Talvez eu acabe sendo a velha dos 75 gatos e trocentos mil DVD’s. Mas terei a certeza que não enganei o coração de ninguém. Nem o meu.
Perdão, e obrigada por tudo.

Beijos,
         Duane.
logoblog

Carta à todos os ex- amores

11/06/2015


Oi, olá, boa noite, como vai... É, não sei mesmo como me dirigir à vocês. Mas sentem-se, peguem um café, porque isso aqui vai demorar um pouco.
Todos vocês me decepcionaram. Alguns mais, outros menos, mas, mesmo assim, todos me fizeram sofrer. Por isso, obrigada. Posso sentir daqui a surpresa de vocês. Se acalmem, eu explico: é, foi ruim, foi amargo, mas o que eu posso fazer? Já dizia Oscar Wilde, corações foram feitos para serem quebrados. Passou, e com cada um de vocês aprendi algo, e por isso sou grata.
Aprendi que príncipe encantado não existe, que amor nem sempre é correspondido, que não adianta acelerar as coisas só porque está apaixonado, que não é justo ficar bravo só porque a pessoa não é tudo que você imaginava, ela não tem culpa pelos seus devaneios.
Acima de tudo, aprendi que antes de amar outra pessoa, você tem que amar a si mesmo. Não se deve procurar alguém para solucionar os seus problemas, mas sim para dividi-los, assim como as alegrias.
Mas não, não comecem a achar que só porque agradeço pelo aprendizado estou “de boa” com o que vocês me fizeram passar. Declaração pelo Twitter e no dia seguinte mandar recado pela minha amiga, dizendo que está namorando outra pessoa? Desmarcar encontro uma hora antes, alegando que o pai mandou limpar a casa? Ameaçar o próprio amigo só porque ele apertou minhas bochechas? Espalhar pelo colégio que sou uma vadia porque eu te dei um fora? Sair gritando pelo corredor que não me quer porque sou feia? Mentir? Trair? Gente, isso não é coisa que se faça!
Uma dica para vocês: cresçam. Algum de vocês me valorizou de verdade? Quero dizer, valorizar mesmo, tendo consciência dos meus defeitos, não me idealizando? NÃO! Todos exigiram de mim uma paciência extrema e uma perfeição inatingível, coisas que eu não posso oferecer.
Sei que posso estar viajando na maionese, mas mesmo depois de tudo isso, ainda não perdi as esperanças de receber flores na faculdade, de algum dia alguém me pedir em namoro de verdade, olhando nos meus olhos, esse tipo de coisa.
Loucura? Talvez. Excesso de filmes de amorzinho? Provável (apesar de eu ainda achar todos meio idiotas). Mas fico feliz de ver que, após todas as babaquices sofridas, cresci, fiquei mais realista, porém não perdi aquela centelha de esperança, aquela que me diz que um dia tudo vai dar certo apesar dos pesares.
Ex-amores, insiram aqui todos os meus xingamentos não ditos à vocês: ___________________________________________________________________
Pelos bons momentos, mais uma vez, obrigada. Sejam felizes, e não cometam os mesmos erros.


Atenciosamente,


                           Duane.

logoblog

♦ Carta à ex melhor amiga ♦

27/04/2015


Não sei bem como começar essa carta. Não nos falamos há tempos, e não sei mais como me dirigir a você. Isso é tão irônico, vindo da garota que combinava contigo que ia ser madrinha dos teus filhos. A vida é engraçada.

Você passa em frente de casa e me olha, com aquela expressão de curiosidade, ressentimento e ódio, tudo ao mesmo tempo. E eu te olho com nostalgia, pois não guardo nenhum rancor. Não mais.
Fico imaginando como anda a sua vida. Ainda estávamos no começo do Ensino Médio quando rompemos laços, e nem sabíamos direito o que queríamos. Como foi o seu primeiro beijo? Seu gosto musical mudou? Perguntas que continuarão sem resposta.
Se quer saber, não, não tenho nenhuma vontade de retomar amizade. Não acredito em segundas chances. Elas podem funcionar para outras pessoas, mas não para mim. Peço desculpas por tudo que fiz de errado, mas você bem sabe, ninguém é perfeito, e eu não fujo à regra. 
Mudei, mudei tanto... Nossa amizade não se encaixa mais no meu contexto. Você com certeza pensa que me transformei numa pessoa horrível, mas não. O que mudou foi meu jeito, não sou a mesma pessoa que você conheceu antigamente. Ando menos tempestuosa, mas falo o que me dá na telha. Gosto de coisas antigas (ando ouvindo Maysa, veja bem), assisto os mesmos filmes e séries milhões de vezes e sei as falas de cor, cortei o cabelo sozinha em casa, leio muito, mantenho um blog, tenho um amigo que mora em Minas. As coisas mudam tanto, e tão rápido que às vezes a gente nem se dá conta do que aconteceu. Por isso não quero mais ser sua amiga. E acredito que você também não queira mais a minha amizade.
Eu podia ficar aqui divagando em reminiscências, lembrando dos velhos tempos, chafurdar em saudades. Mas não vou. Porque não sinto falta. Sei que soa cruel, mas não deixa de ser verdade. Você foi parte muito importante da minha vida, mas passou. Assim como fui importante na sua, e depois parti. Estou parecendo uma velha falando, mas isso é outra coisa que você não sabe sobre mim: sou uma jovem idosa.
A única coisa que importa nessa história é: você está bem? Eu estou. Apesar dos pesares, das dificuldades, vivo a vida muito bem, obrigada. Tenho amigos ótimos, que provavelmente você odeia, mas que são maravilhosos. Se você está bem, fico feliz por você. 
Ah, outra coisa. Esse amargo que você carrega, esse pesar toda vez que pensa em mim, deixe de lado. É difícil, mas tente. Nunca quis te deixar ressentida. Essas coisas acontecem.


De sua ex amiga mais querida,



                                              Duane.




logoblog
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